Webdesign, Sonorização
Com qual Linux eu vou?
Se ainda tem dúvida se vale a pena formatar seu HD e tirar o Windows de vez de sua vida, leia esta lista da DistroWatch que faz uma avaliação das 10 distribuições Linux mais populares no mundo, mostra ainda os prós e contras de cada uma.
Um bom manual para começar.
O link original: http://distrowatch.com/dwres.php?resource=major
A escolha desconcertante, o número crescente de distribuições de Linux pode ser confuso para aqueles que são novos para o Linux.
Vamos enumerar 10 distribuições de Linux, que são geralmente consideradas como as mais amplamente utilizadas em todo o mundo e mais uma menção honrosa do FreeBSD, de longe o mais popular de todos os BSDs.
Não há números para comprovar isso e existem muitas outras distribuições que podem se adequar melhor ao seu propósito em particular, mas como regra geral, todos estes são populares e têm fóruns muito ativos ou listas de discussão onde você pode se orientar.
Ubuntu, Linux Mint e PCLinuxOS são considerados os mais fácéis para novos usuários que querem produtividade no Linux o mais rápido possível, sem ter de dominar todas as suas complexidades.
Na outra ponta do espectro, o Slackware Linux, Gentoo Linux e o FreeBSD são distribuições mais avançadas que exigem a abundância de aprendizagem para que possam ser utilizados de forma eficaz.
OpenSUSE, Fedora, Debian e Mandriva podem ser classificadas como boas distribuições de complexidade média.
CentOS é uma distribuição corporativa, adequada para aqueles que preferem a estabilidade, confiabilidade e suporte a longo prazo sobre recursos de ponta e software.
Um guia para a escolha de uma distribuição
UBUNTU
O lançamento do Ubuntu foi anunciado pela primeira vez em setembro de 2004. Apesar de ser um recém-chegado à cena da distribuição Linux, o projeto decolou como nenhuma outra antes, com as suas listas de discussão logo preenchidas com debates entre usuários ávidos e desenvolvedores entusiastas.
Nos poucos anos que se seguiram, o Ubuntu tem crescido para se tornar a mais popular distribuição Linux Desktop e muito tem contribuído para desenvolver um sistema operacional desktop livre e fácil de usar, que pode competir bem com todos os sistemas proprietários disponíveis no mercado.
Qual foi a razão para o sucesso impressionante do Ubuntu?
Em primeiro lugar, o projeto foi criado por Mark Shuttleworth, um carismático multimilionário sul africano, desenvolvedor Debian e segundo turista espacial do mundoo, cuja empresa, a Canonical Ltd., está atualmente financiando o projeto.
Em segundo lugar, o Ubuntu aprendeu com os erros dos outros projetos similares e evitou-os desde o início – o que criou uma excelente infra-estrutura Web, com documentação em estilo Wiki, criativo sistema de relatórios de bugs, e uma abordagem profissional para os usuários finais.
E em terceiro lugar, graças ao seu rico fundador, o Ubuntu tem sido capaz de enviar CDs gratuitamente para todos os usuários interessados, contribuindo assim para a rápida expansão da distribuição.
No lado técnico das coisas, o Ubuntu é baseado no Debian “Sid” (ramo instável), mas com alguns pacotes de destaque, como o GNOME, OpenOffice.org e Firefox, atualizados para suas versões mais recentes.
Tem um calendário de lançamentos previsível de 6 meses, com um ocasional versão com Suporte de Longa duração (Long Term Support – LTS) que é suportada com atualizações de segurança para 3 a 5 anos, dependendo da edição (Versões não-LTS são suportadas por 18 meses).
Outras características especiais incluem um Ubuntu Live CD instalável, elementos visuais criativos e temas para Área de Trabalho, assistente de migração para os usuários do Windows, suporte para as mais recentes tecnologias, tais como efeitos de desktop 3D , fácil instalação de drivers proprietários da ATI e NVIDIA e rede wireless, e suporte a codecs de mídia não-livres ou protegidos por patentes.
Prós: agenda de lançamentos e período de suporte fixos; amigável para os usuários novatos; riqueza de documentação, tanto oficial como contribuída por usuários.
Contras: Alguns dos próprios softwares do Ubuntu (por exemplo, Rosetta) são proprietários; falta de compatibilidade com Debian.
Software de gerenciamento de pacotes: Advanced Package Tool (APT) usando pacotes DEB (Os mesmos do Debian)
Edições disponíveis: Ubuntu, Kubuntu, Xubuntu, o Ubuntu Studio e Mythbuntu de 32-bits (i386) e versões para processadores de 64-bits (x86_64); Ubuntu Server Edition também para processadores SPARC
Alternativas baseadas no Ubuntu: Linux Mint (desktop), gOS(Desktop com aplicativos Google), OpenGEU (desktop com Enlightenemnt), Ultimate Edition (desktop), CrunchBang Linux desktop (com Openbox), gNewSense (só com software livre)
Fedora
Embora Fedora foi formalmente lançado apenas em setembro de 2004, as suas origens efetivamente datam de 1995 quando foi lançado por dois visionários Linux – Bob Young e Marc Ewing – sob o nome de Red Hat Linux.
O primeiro produto da empresa, Red Hat Linux 1.0 “Mother’s Day”, foi lançado no mesmo ano e foi rapidamente seguido por várias atualizações de correções de bugs.
Em 1997, a Red Hat lançou seu revolucionário sistema de gerenciamento de pacotes, o RPM, com resolução de dependências e outros recursos avançados que muito contribuíram para a rápida ascensão na popularidade da distribuição e por ultrapassar o Slackware Linux como a distribuição mais utilizada no mundo inteiro.
Nos anos posteriores, a Red Hat criou calendário de lançamentos regular de 6 meses.
Em 2003, logo após o lançamento do Red Hat Linux 9, a empresa introduziu algumas mudanças radicais na sua linha de produtos.
Ela manteve a marca Red Hat para o seu produto comercial, nomeado Red Hat Enterprise Linux, e introduziu o Fedora Core, uma versão patrocinada pela Red Hat, mas de distribuição orientada para a comunidade projetado para os entusiastas do Linux.
Após as críticas iniciais por causa das mudanças, a comunidade Linux aceitou a “nova distribuição” como uma continuação lógica do Red Hat Linux.
Os poucos lançamentos de qualidade foram o que levaram o Fedora a recuperar seu status anterior como um dos mais amados sistemas operacionais no mercado.
Ao mesmo tempo, a Red Hat tornou-se rapidamente a maior e mais lucrativa empresa Linux no mundo, com uma linha de produtos inovadores e outras iniciativas interessantes, como a Red Hat Certified Engineer (RHCE), seu programa de certificação.
Embora a direção do Fedora é ainda em grande parte controlada pela Red Hat, Inc. e o produto às vezes é visto – com ou sem razão – como uma cama de testes para o Red Hat Enterprise Linux, não há como negar que o Fedora é uma das distribuições mais inovadoras disponíveis hoje.
Suas contribuições para o kernel do Linux, glibc e GCC são bem conhecidas e sua integração mais recente da funcionalidade SELinux (Security-Enhanced Linux), das tecnologias de virtualização Xen e outros recursos de nível corporativo são muito apreciados entre os clientes empresariais.
Um lado negativo é que o Fedora ainda carece de uma estratégia clara orientada para desktop o que tornaria o produto mais fácil de usar para usuários comuns.
Prós: Altamente inovadora, recursos de segurança marcantes; grande número de pacotes suportados; a estrita observância à filosofia do Software Livre.
Contras: as prioridades do Fedora tendem a inclinar-se para funções corporativas, em vez de usabilidade do desktop.
Software de gerenciamento de pacotes: YUM gráfico e utilitário de linha de comando usando os pacotes RPM.
Edições disponíveis: Fedora para 32-bits (i386), 64-bit (x86_64) e PowerPC (ppc); Red Hat Enterprise Linux para i386, IA64, PowerPC, s390x e x86_64; também edições Live CD com GNOME ou KDE.
Alternativas baseadas no Fedora: BLAG Linux And GNU (desktop, software livre), Berry Linux (live CD), Yellow Dog Linux (sistemas Apple baseados em PowerPC)
Alternativas baseadas no Red Hat: CentOS, Scientific Linux , StartCom Enterprise Linux
openSUSE
Os primórdios do openSUSE datam de 1992, quando quatro alemães entusiastas do Linux – Roland Dyroff, Thomas Fehr, Hubert Mantel e Burchard Steinbild – lançaram o projeto sob o nome de SuSE (Software und System Entwicklung) Linux.
Nos primeiros dias, a jovem empresa vendia kits de disquetes contendo uma edição alemã do Slackware Linux, mas não demorou muito para o SuSE Linux tornar-se uma distribuição independente, com o lançamento da versão 4.2 em Maio de 1996.
Nos anos seguintes, os desenvolvedores adotaram o formato de gestão de pacotes RPM e introduziram o YaST, uma ferramenta gráfica de administração do sistema fácil de usar.
Lançamentos freqüentes, excelente documentação impressa, e fácil disponibilidade do SuSE Linux em lojas de toda a Europa e América do Norte resultaram na crescente popularidade da distribuição.
A SuSE Linux foi adquirida pela Novell, Inc. no final de 2003.
Grandes alterações no desenvolvimento, licenciamento e disponibilidade do SUSE Linux seguiram-se logo depois – o YaST foi lançado sob a GPL(General Public License), as imagens ISO foram livremente distribuídas a partir de servidores públicos de download, e, mais significativamente, o desenvolvimento da distribuição foi aberta à participação pública pela primeira vez.
Desde o lançamento do projeto openSUSE e a liberação da versão 10.0 em Outubro de 2005, a distribuição tornou-se completamente livre em ambos os sentidos da palavra.
O código do openSUSE tornou-se um sistema base para produtos comerciais da Novell, primeiramente nomeados como Novell Linux, mas mais tarde renomeados para Linux SUSE Enterprise Desktop e Linux SUSE Enterprise Server.
Hoje, o openSUSE tem uma base grande de usuários satisfeitos.
As principais razões para o openSUSE receber notas altas de seus usuários são os agradáveis e polidos ambientes desktop (KDE e GNOME), o excelente utilitário de administração do sistema (YaST) e, para quem comprar a edição em caixa, uma das melhores documentações impressas disponível em uma distribuição.
No entanto, o recente acordo entre Novell e Microsoft, que aparentemente concede à Microsoft o argumento de que tem os direitos de propriedade intelectual sobre o Linux, tem resultado em uma seqüência de condenação por muitas personalidades do mundo Linux e fez com que alguns usuários mudassem de distribuição.
Embora a Novell tenha minimizado o negócio e Microsoft ainda não exercido nenhum direito, esta questão continua a ser uma pedra no sapato dessa empresa de Linux tão amigável à comunidade.
Prós: Ferramenta de configuração intuitiva; grande repositório de pacotes de software, infra-estrutura do site web e documentação impressa excelentes.
Contras: O acordo de patentes da Novell com a Microsoft em novembro de 2006 aparentemente legitimaria reivindicações de propriedade intelectual da Microsoft em relação ao Linux; seus recursos de configuração de desktop pesados e utilitários gráficos são por vezes vistos como “inchados e lentos”
Software de gerenciamento de pacotes: YaST gráfico e utilitário de linha de comando usando os pacotes RPM.
Edições disponíveis: openSUSE para 32-bits (i386), 64-bits (x86_64) e PowerPC (ppc), também edição em Live CD instalável, SUSE Linux Enterprise Desktop/Server para i586, ia64, PowerPC, s390, s390x e arquiteturas x86_64.
Debian GNU / Linux
O Debian GNU / Linux foi anunciado pela primeira vez em 1993.
Seu fundador, Ian Murdock, previa a criação de um projeto totalmente não-comercial desenvolvido por centenas de voluntários em seu tempo livre.
Como os céticos da época eram mais numerosos que os otimistas, o projeto estava destinado a se desintegrar e entrar em colapso, mas a realidade foi muito diferente.
O Debian não só sobreviveu, prosperou e, em menos de uma década, tornou-se a maior distribuição Linux e, possivelmente, o maior projeto de software colaborativo já criado!
O sucesso do Debian GNU / Linux pode ser ilustrado pelos seguintes números:
É desenvolvido por mais de 1.000 desenvolvedores voluntários, repositórios de seu software contém mais de 20.000 pacotes (compilados para 11 arquiteturas de processadores), e é responsável por inspirar mais de 120 distribuições baseadas em Debian e Live CDs.
Estes números são inigualáveis a qualquer outro Sistema operacional baseado em Linux.
O desenvolvimento atual do Debian ocorre em três estágios principais (ou quatro se incluirmos o “estágio experimental”) de níveis crescentes de estabilidade: “instável” (também conhecido como “sid”), “teste” e “estável “.
Esta progressiva integração e estabilização de pacotes e recursos, juntamente com os bem estabelecidos mecanismos de controle de qualidade do projeto, fizeram o Debian ganhar sua reputação de ser uma das distribuições mais bem testadas e mais livres de bugs disponível hoje.
No entanto, este estilo de desenvolvimento longo e complexo também tem alguns inconvenientes: as versões estáveis do Debian não são particularmente atualizadas e envelhecem rapidamente, especialmente pelo fato de que novas versões estáveis são publicados apenas uma vez a cada 1 – 3 anos.
Aqueles usuários que preferem os mais recentes pacotes e tecnologias são forçados a usar testar as versões instáveis, potencialmente cheias de bugs.
As estruturas altamente democráticas do Projeto Debian levaram a decisões controversas e deram origem a disputas internas entre os desenvolvedores.
Isto contribuiu para a estagnação e a relutância de tomar decisões radicais que levariam o projeto adiante.
Prós: Muito estável, controle de qualidade notável, inclui mais de 20.000 pacotes de software, suporte a mais arquiteturas de processadores do que qualquer outra distribuição de Linux
Contras: Conservador – devido ao seu suporte a várias arquiteturas de processadores, novas tecnologias nem sempre são incluídas; ciclo de liberação lento (uma versão estável a cada 1 – 3 anos); discussões mailing lists para desenvolvedores e blogs podem ser inúteis às vezes.
Software de gerenciamento de pacotes: Advanced Package Tool (APT) usando pacotes DEB
Edições disponíveis: imagens de CD / DVD de instalação e Live CDs para 11 arquiteturas de processadores, incluindo todas as 32-bit e 64-bit de processadores Intel, AMD, Power e outros
Alternativas baseadas em Debian: MEPIS Linux, Ubuntu, sidux. Damn Small Linux (para computadores antigos), KNOPPIX (Live CD), Dreamlinux (desktop), Elive (desktop com Enlightenment), Xandros (comercial), 64 Studio (multimídia).
Mandriva Linux
Mandriva Linux foi lançado por Gaël Duval em Julho de 1998 sob o nome de Mandrake Linux.
No início, era apenas uma edição remasterizada do Red Hat Linux com o desktop KDE (mais amigável), mas as versões posteriores também acrescentaram vários toques amigáveis ao usuário, como um novo instalador, a detecção de hardware melhorada, e um intuitivo utilitário de particionamento de disco. (NT: eu usei o Mandrake Linux em 2002 e achei muito bom).
Como resultado destas melhorias, o Mandrake Linux floresceu.
Depois de atrair capital de risco, transformando-se em um negócio, a sorte do recém-criado MandrakeSoft oscilou muito entre uma quase falência no início de 2003 e uma onda de aquisições em 2005, ano em que a fusão com a Conectiva do Brasil, fez a empresa mudar o nome para Mandriva.
Mandriva Linux é basicamente uma distribuição desktop. Suas mais amadas características são software de ponta, excelente suíte de administração do sistema (DrakConf), excelente implementação da sua edição de 64 bits e extenso suporte à internacionalização. Ela já tinha um modelo de desenvolvimento aberto muito antes de outras distribuições populares, com intensivos testes beta e freqüentes lançamentos estáveis.
Nos últimos anos, ela também desenvolveu uma série de live CDs instaláveis e lançou o Mandriva Flash – um sistema Mandriva Linux completo em um dispositivo Flash USB bootável. Foi a primeira grande distribuição a oferecer suporte completo para netbooks populares, como o Asus Eee PC.
Apesar da excelência técnica, o Mandriva Linux esteve num sobe e desce nos últimos anos. Isso tem a ver em parte com o surgimento de outras distribuições amigáveis que ultrapassaram o Mandriva, mas também com algumas decisões controversas da empresa que alienaram uma parte da base de usuários da distribuição.
A presença da Mandriva na web é um confuso conglomerado de vários sites diferentes, enquanto o “Mandriva Club”, originalmente concebido para agregar valor para clientes pagantes, tem recebido críticas de todos os tipos. Embora a empresa tenha vindo a considerar algumas das críticas, ela continua a enfrentar uma difícil batalha para persuadir novos usuários de Linux ou usuários de outras distribuições para testar (e comprar) os seus produtos.
Prós: Amigável para o usuário iniciante, especialmente na edição comercial; utilitário de configuração central excelente, suporte muito bom para dezenas de idiomas; live CD instalável
Contras: Falta uma estratégia de marketing global para competir com as outras distribuições principais, livros de Mandriva não-existentes mostram uma falta de interesse entre as editoras
Software de gerenciamento de pacotes: URPMI com Rpmdrake (um front-end gráfico para o URPMI) usando os pacotes RPM; “SMART” disponível como um método alternativo
Edições disponíveis: Mandriva Free – mídia de instalação para 32-bits (i586) e 64-bits (x86_64); Mandriva One – Live CD instalável para 32-bits (i586); edição comercial Mandriva PowerPack para 32-bits (i586) e 64-bits (x86_64); e também soluções corporativas de alto nível para servidores e desktops, todas com opções de suporte de longa duração.
Alternativas baseadas em Mandriva: PCLinuxOS (desktop).
Linux Mint
Linux Mint, uma distribuição baseada no Ubuntu, foi lançada em 2006 por Clement Lefebvre, um especialista francês que vive e trabalha na Irlanda.
Originalmente, mantendo um website dedicado a fornecer ajuda, dicas e documentação para novos usuários Linux, o autor viu o potencial de desenvolvimento de uma distribuição Linux que resolveria muitos inconvenientes de usabilidade associados a produtos, geralmente mais técnicos.
Depois de solicitar feedback dos visitantes em seu site, ele prosseguiu com a construção da distribuição a que muitos se referem hoje como um Ubuntu “melhorado”.
Mas o Linux Mint não é apenas um Ubuntu com um novo conjunto de aplicações e um tema de desktop atualizado.
Desde seu início, os desenvolvedores têm adicionado uma variedade de ferramentas gráficas para melhorar a usabilidade, o que inclui o mintDesktop – um utilitário para configurar o ambiente de trabalho, mintMenu – uma estrutura de menu nova e elegante para uma navegação mais fácil, mintInstall – um software instalador fácil de usar, e o mintUpdate – um atualizador de software, para citar apenas umas poucos mais proeminentes entre várias outras ferramentas e centenas de melhorias adicionais.
O projeto também desenvolve sua própria arte-final, enquanto a sua reputação de facilidade de uso tem sido reforçada pela inclusão de codecs multimídia proprietários, que estão muitas vezes ausentes das grandes distribuições devido a potenciais ameaças legais.
No entanto, uma das melhores características do Linux Mint é o fato de que os desenvolvedores ouvem os usuários e são sempre rápidos em implementar boas sugestões.
Embora o Linux Mint esteja disponível como um download gratuito, o projeto gera receita a partir de doações, publicidade e serviços de suporte profissionais.
Ela não tem um calendário fixo de lançamentos ou uma lista de recursos planejados, mas pode-se esperar uma nova versão do Linux Mint várias semanas após cada lançamento estável do Ubuntu.
Além da edição “principal”, que apresenta o desktop GNOME, o projeto também desenvolve uma variedade de edições comunitárias “semi-regulares” com desktops alternativos, como o KDE, Xfce e Fluxbox. No entanto, estes são frequentemente concluídos vários meses após o lançamento da “edição principal com GNOME” e às vezes podem perder algumas das ferramentas e outros recursos encontrados no projeto.
Prós: Excelente coleção de ferramentas desenvolvidas internamente, centenas de acessórios amigáveis, inclusão de codecs multimídia, aberto a sugestões dos usuários
Contras: As edições “comunitárias” alternativas nem sempre incluem os mais recentes recursos, o projeto não emite alertas de segurança.
Software de gerenciamento de pacotes: APT com mintInstall usando pacotes DEB (compatível com repositórios do Ubuntu)
Edições disponíveis: A “edição” principal (com GNOME) para 32 bits e 64 bits, uma variedade de edições “comunitárias” (com o KDE, Xfce e Fluxbox), para computadores de 32 bits
Alternativas possíveis: Ubuntu , SimplyMEPIS
PCLinuxOS
O PCLinuxOS foi anunciado pela primeira vez em 2003 por Bill Reynolds, mais conhecido como “Texstar”.
Antes de criar sua própria distribuição, Texstar já era um desenvolvedor bem conhecido da comunidade de usuários do Linux Mandrake por construir pacotes RPM atualizados para aquela popular distribuição e provê-las como download gratuito.
Em 2003, ele decidiu construir uma nova distribuição, inicialmente baseada no Mandrake Linux, porém com diversas melhorias de usabilidade.
As metas?
Ele deve ser amigável para os novatos, bom suporte para os módulos de kernel proprietários, plugins de navegadores e codecs de mídia, e deve funcionar como um LiveCD com um instalador gráfico simples e intuitivo.
Vários anos e versões depois, o PCLinuxOS está se aproximando rapidamente sua intenção.
Em termos de usabilidade, o projeto oferece bom suporte para muitas tecnologias que a maioria dos daqueles que migram do Windows para Linux esperariam de seu novo sistema operacional.
No lado software das coisas, PCLinuxOS é uma distribuição KDE, com uma versão personalizada e sempre atualizada do popular ambiente desktop.
O seu crescente repositório de software contém outros desktops, no entanto, e oferece uma grande variedade de pacotes de desktop para muitas tarefas comuns.
Para a configuração do sistema, PCLinuxOS mantém muito do excelente Mandriva Control Center, mas substituiu o seu sistema de gerenciamento de pacotes com o APT e o Synaptic, uma interface gráfica de gerenciamento de pacotes.
Apesar do crescente envolvimento da comunidade no projeto, muito do desenvolvimento e das tomadas de decisão permanecem nas mãos de Texstar que tende a ficar no lado conservador, quando julga a estabilidade de uma versão.
Como resultado, o processo de desenvolvimento do PCLinuxOS tende a ser longo e uma nova versão não é liberada até que todos os bugs conhecidos sejam resolvidos. Atualmente não há planos para uma edição de 64 bits do PCLinuxOS.
Prós: bom-suporte para gráficos, drivers, plugins do navegador e codecs de mídia; tempo de inicialização rápida; software atualizado.
Contras: Sem edição de 64 bits; sem suporte para outras línguas que não o Inglês; carece de planejamento de lançamentos.
Software de gerenciamento de pacotes: Advanced Package Tool (APT), usando os pacotes RPM
Edições disponíveis: MiniMe, Junior e BigDaddy – todas de 32 bits (i586),
Alternativas baseadas no PCLinuxOS: Mandriva Linux , SAM Linux Desktop , Granular Linux
* NT = Nota do tradutor
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Slackware Linux
O Slackware Linux, criado por Patrick Volkerding em 1992, é a mais antiga distribuição Linux. É um fork do projeto SLS agora descontinuado, Slackware 1.0 veio em 24 disquetes e foi construído em cima do Linux kernel versão 0.99pl11-alfa. Ele rapidamente se tornou a mais popular distribuição Linux, com algumas estimativas colocando a sua quota de mercado de até 80% de todas as instalações Linux em 1995. Sua popularidade diminuiu drasticamente com a chegada do Red Hat Linux e outras distribuições mais amigáveis, mas o Slackware Linux continua a ser um sistema operacional muito apreciado entre os administradores de sistema e usuários desktop mais tecnicamente orientados.
Slackware Linux é uma distribuição altamente técnica, limpa, com um número muito limitado de utilitários personalizados. Ela usa um sistema simples de instalação baseado em texto e um sistema de gestão de pacotes relativamente primitivos que não resolve dependências de software. Como resultado, o Slackware é considerado uma das distribuições mais limpas e com menos bugs disponível hoje – a falta de melhorias específicas do Slackware reduz a probabilidade de bugs novos sendo introduzidos no sistema. Toda a configuração é feita através da edição de arquivos de texto. Existe um ditado na comunidade Linux que se você aprender Red Hat, você saberá usar Red Hat, mas se você aprender Slackware, você saberá usar Linux. Isto é especialmente verdadeiro hoje, quando muitas outras distribuições Linux continuam a desenvolver produtos altamente personalizados para atender as necessidades dos usuários menos técnicos.
Embora esta filosofia de simplicidade tenha seus fãs, o fato é que no mundo de hoje, Slackware Linux está se tornando um “core system (sistema central, principal)” em que novas soluções personalizadas são construídas, ao invés de uma distribuição completa com uma ampla variedade de software suportado. A única exceção é o mercado de servidores, onde o Slackware continua popular, embora mesmo aqui, o complexo processo de atualização da distribuição e a falta de ferramentas automatizadas oficiais para atualizações de segurança torna o Slackware cada vez menos competitivo. A posição conservadora do Slackware em relação aos componentes do sistema básico significa que requer-se muito trabalho manual de pós-instalação antes que possa ser configurado como um sistema desktop moderno.
Prós: altamente estável, limpo e livre de bugs, forte adesão aos princípios UNIX
Contras: número limitado de aplicações com suporte oficial, conservadora em termos de seleção de pacotes base; complexo processo de atualização.
Software de gerenciamento de pacotes: “pkgtool” utilizando pacotesTXZ
Edições disponíveis: DVD e CDs de instalação para 32 bits (i486) e 64 bits (x86_64) processadores
Alternativas sugeridas baseadas no Slackware: Zenwalk Linux (desktop), VectorLinux (desktop), SLAX (Live CD), Slamd64 Linux (64 bits), Bluewhite64 Linux (64 bits), Wolvix (desktop, Live CD), GoblinX ( desktop, Live CD)
Outras distribuições com filosofias semelhantes: Arch Linux, Linux Frugalware
Gentoo Linux
O conceito do Gentoo Linux foi criado por volta do ano 2000 por Daniel Robbins, um ex-colaborador do Stampede Linux e FreeBSD. Foi a exposição do autor ao FreeBSD e seu recurso de “auto-compilação” chamado “ports”, que o inspirou a incorporar alguns dos princípios de gestão de software do FreeBSD no Gentoo sob o nome de “portage”. A idéia era desenvolver uma distribuição Linux que permite aos usuários compilar o kernel Linux e aplicativos de código-fonte diretamente em seus próprios computadores, mantendo assim um sistema altamente otimizado e sempre atualizado. O projeto lançou sua versão 1.0 em março de 2002, o gerenciamento de pacotes do Gentoo foi considerado uma alternativa superior a alguns sistemas de gerenciamento de pacotes binários, especialmente o então amplamente utilizado RPM.
Gentoo Linux foi projetado para usuários avançados. Originalmente, a instalação era complicada e tediosa, exigia várias horas ou mesmo dias de compilação em linha de comando para se construir uma distribuição Linux completa, mas em 2006 o projeto simplificou o procedimento de instalação através do desenvolvimento de um Live CD com instalável. Além de oferecer um conjunto atualizado de pacotes para instalação com um único comando, as outras características importantes da distribuição são uma excelente segurança, opções de configuração e suporte para várias arquiteturas, e a habilidade para manter o sistema atualizado sem reinstalar. A documentação do Gentoo foi repetidamente rotulada como a melhor documentação on-line de uma distribuição.
Gentoo Linux perdeu muito de sua glória original nos últimos anos. Alguns usuários do Gentoo chegaram a um entendimento de que a compilação demorada de pacotes de software traz poucos benefícios de otimização e velocidade. Desde a saída do fundador e ditador benevolente do projeto em 2004, a recém-criada Fundação Gentoo tem lutado com a falta de direções claras e freqüentes conflitos entre desenvolvedores, o que resultou na saída de diversas personalidades de alto perfil bem conhecidas do Gentoo. Resta saber se o Gentoo pode recuperar suas qualidades inovadoras do passado ou se vai desintegrar-se lentamente em um conjunto disperso de sub-projetos pessoais, sem objetivos claramente definidos.
Prós: excelente infra-estrutura de gerenciamento de software, inigualáveis opções de personalização e ajustes, documentação online excelente.
Contras: Ocasional instabilidade e risco de avaria, o projeto padece de falta de rumos e há brigas frequentes entre os seus colaboradores.
Software de gerenciamento de pacotes: “Portage” usando pacotes fonte (SRC)
Edições disponíveis: CD de instalação mínima e Live CD (com GNOME) para Alpha, AMD64, HPPA, IA64, MIPS, PPC, SPARC e x86; Há também “stages” para a instalação manual via linha de comando.
Alternativas sugeridas baseadas no Gentoo: SabayonLinux (desktop, Live CD / DVD), Ututo (desktop, apenas com software livre)
Outras distribuições baseadas em código fonte: Lunar Linux , Source Mage, Sorcerer, Linux From Scratch.
CentOS
Lançado no final de 2003, o CentOS é um projeto da comunidade com os objetivos de reconstruir o código fonte do Red Hat Enterprise Linux (RHEL) em uma distribuição Linux instalável e fornecer atualizações de segurança para todos os pacotes incluídos no software. Para falar mais claramente, CentOS é nada mais que um clone do RHEL. A única diferença técnica entre os dois é o branding – CentOS substitui todas as marcas e logos da Red Hat com os seus próprios. Mas a conexão entre o RHEL e CentOS não é imediatamente visível no site do CentOS, devido às leis de marcas, a Red Hat é referido como um “proeminente fornecedor norte americano de Linux para empresas”, ao invés de seu próprio nome. No entanto, as relações entre a Red Hat e CentOS permanecem amigáveis e muitos desenvolvedores do CentOS tem contato ativo com os engenheiros da Red Hat.
CentOS é muitas vezes vista como uma distribuição confiável para servidor. Ele vem com o mesmo conjunto dos bem testados e estáveis kernel Linux e pacotes de software que formam a base de seu pai, o Red Hat Enterprise Linux. Apesar de ser um projeto executado por voluntários da comunidade, que ganhou uma reputação de ser uma alternativa sólida e gratuita ao produto para servidor mais caro do mercado, especialmente entre os administradores de sistema Linux mais experientes. O CentOS é também adequado como uma solução desktop para empresas, especificamente onde estabilidade, confiança e suporte de longo prazo são preferidos em vez dos últimos softwares e funcionalidades. Como o RHEL, o CentOS tem suporte mínimo de 5 anos com atualizações de segurança.
Apesar de suas vantagens, CentOS pode não ser a melhor solução em todos os cenários de implantação. Os usuários que preferem uma distribuição com as últimas tecnologias Linux e pacotes de software mais atuais devem procurar em outro lugar. A maioria das versões do CentOS, que seguem versões do RHEL, somente são liberadas a cada 2 ou 3 anos, enquanto versões intermediárias (por exemplo, 5.1) tendem a chegar em intervalos de 6 a 9 meses. Os lançamentos pontuais geralmente não têm quaisquer características marcantes (embora algumas vezes incluem suporte para hardware mais atual) e apenas um punhado de pacotes de software são atualizadas para versões mais recentes. O kernel do Linux, o sistema básico e versões de aplicativos permanecem inalterados, mas ocasionalmente uma versão mais recente de um pacote de software importante (como o OpenOffice.org ou o Firefox) pode ser fornecida numa base experimental. Como um projeto paralelo, o CentOS também cria pacotes atualizados para os usuários de suas distribuições, mas os repositórios que contêm esses pacotes não são habilitados por padrão, pois podem quebrar a compatibilidade do sistema.
Prós: Extremamente bem-testado, estável e confiável, gratuito para download e uso, vem com 5 anos de atualizações gratuitas de segurança.
Contras: Faltam as tecnologias Linux mais recentes, a cada lançamento, a maioria dos pacotes de software estão desatualizados
Software de gerenciamento de pacotes: YUM (gráfico) e utilitário de linha e comando usando pacotes RPM
Edições disponíveis: DVDs de instalação e Live CDs instaláveis (com GNOME) para processadores i386 e x86_64, versões antigas (3.x e 4.x) também está disponível para Alpha, IA64 e IBM z-series (s390, s390x).
Outros clones do RHEL ou CentOS: Scientific Linux, SME Server , StartCom Enterprise Linux, Fermi Linux, Rocks Cluster Distribution, Oracle Enterprise Linux
FreeBSD
FreeBSD, um descendente indireto do UNIX da AT & T via Berkeley Software Distribution (BSD), tem uma longa e turbulenta história que remonta a 1993. Ao contrário de distribuições Linux, que são definidos como soluções integradas de software compostas do kernel do Linux e milhares de aplicações de software, o FreeBSD é um sistema operacional bem integrado construído a partir de um kernel BSD e os chamados “userland” (portanto, utilizável mesmo sem aplicativos extras). Esta distinção é em grande parte perdida, uma vez instalado em um sistema de computador comum – como muitas distribuições Linux, com uma grande coleção de fácil instalação, (principalmente) as aplicações de código aberto estão disponíveis para alargar o núcleo do FreeBSD, mas estes são normalmente fornecidos por terceiros e não fazem parte do FreeBSD.
O FreeBSD tem desenvolvido uma reputação de ser um sistema operacional rápido, de alta performance e extremamente estável, especialmente adequado para servidores web e tarefas similares. Muitos grandes serviços de pesquisa Web e organizações com infra-estruturas computacionais de missão crítica tem implantado e utilizado sistemas FreeBSD em seus computadores por anos. Comparado ao Linux, o FreeBSD é distribuído sob uma licença muito menos restritiva, o que permite reutilização e modificação do código fonte praticamente irrestrita para qualquer finalidade. Mesmo o Apple Mac OS X é conhecido por ter sido derivado do BSD. Além do núcleo do sistema operacional, o projeto também oferece mais de 15.000 aplicativos de software em forma de código binário e fontes para fácil instalação sob o núcleo do FreeBSD.
Enquanto o FreeBSD pode certamente ser usado como um sistema operacional desktop, ele não se compara bem com as distribuições Linux populares neste departamento. A instalação do sistema em modo texto oferece pouco em termos de detecção de hardware ou de configuração do sistema, deixando grande parte do trabalho sujo para o usuário em uma configuração pós-instalação. Em termos de suporte para hardware moderno, o FreeBSD, geralmente fica atrás do Linux, especialmente no suporte a dispositivos populares para desktops e laptops, tais como placas de rede sem fio ou câmeras digitais. Os usuários que procuram explorar a velocidade e estabilidade do FreeBSD em um desktop ou estação de trabalho devem considerar um dos projetos FreeBSD para desktop disponíveis, ao invés de FreeBSD.
Prós: Rápido e estável, disponibilidade de mais de 15.000 aplicativos de software (ou “ports”) para instalação, documentação muito boa.
Contras: Tende a ficar atrás do Linux em termos de suporte para hardware exótico, limitada disponibilidade de aplicativos comerciais, carece de ferramentas de configuração gráfica.
Software de Gerenciamento de Pacotes: Uma infra-estrutura de gerenciamento de pacotes completa sob linha de comando usando pacotes binários ou “ports” baseadas em código-fonte (TBZ).
Edições disponíveis: CDs de instalação para Alpha, AMD64, i386, IA64, PC98 e SPARC64.
Alternativas baseadas no FreeBSD: PC-BSD (desktop), DesktopBSD (desktop), FreeSBIE (live CD).
Outras alternativas BSD: OpenBSD, NetBSD, DragonFly BSD, MidnightBSD.
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há 1 mês atrás
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